PRIMAVERA

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Caeiro, também aqui, é o mestre. Este blogue é mantido por Possidónio Cachapa e todos os que acham por bem participar. A blogar desde 2003.

Toda a gente sabe o que eu penso. É óbvio que não se pode fumar em todo o lado. O tabaco liberta substâncias químicas prejudiciais para a saúde. Logo, cada um tem o direito de as enfiar para dentro do corpo , se lhe der na bolha, mas não de as espalhar. Tão simples como isto. Como se trata de uma dependência, logo, irracional, é necessário legislar.
Quantos dos que protestam gostariam de voltar uns anos atrás ao tempo em que as pessoas escarravam para o chão, os homens urinavam contra as paredes à vista de todos, e os penicos eram despejados na via pública? Que avancem, os que querem regredir.
De qualquer forma, não se zanguem, porque há muitos interesses económicos em jogo. Logo, a lei não avançará desta forma. Os lóbis que ganham com isto vão tentar reduzir os prejuízos, dilatar a aplicação da lei e de caminho, mais alguns de nós contrairemos doenças pulmonares à conta do "prazer" de alguns.
Oh meu Deus... Será que estas palavras me condenam como "Denunciante"?... Por outro lado... ninguém poderá ir contra, porque isso seria "Censura".
É bom viver num país onde tudo é tão claro.








Petar Pismestrovic, Kleine Zeitung, Austria
Freitas do Amaral veio defender a posição de que insistir na provocação ao fanatismo religioso era fazer o jogo dos que querem ver a civilização ocidental desaparecer.
Faz sentido. Nós damos como adquirida a evolução da humanidade. Esquecemo-nos, nessa atitude, de que o Império Romano também acreditou na excelência do conhecimento. Só por curiosidade, relembro que se seguiram as "invasões bárbaras", seguidas de mil anos de trevas.
Talvez venhamos a pertencer, ao longo das nossas vidas, ao grupo de pessoas que vai assistir à queda de nossa civilização. Como atrás ficou dito, não seria a primeira vez na História.
ps: recomendo como bibliografia a saga Persépolis, a bd da Marjane Satrapi, sobre a mudança de regime na Pérsia (actual Irão).





E contudo... 








